Fátima Bezerra, de 54 anos, realiza anualmente uma caminhada de 17 quilômetros, saindo do Conjunto Graciliano Ramos até a Catedral Metropolitana de Maceió, como parte de uma promessa feita à Virgem Maria há 18 anos.
História de fé e superação
Fátima começou essa tradição no dia 27 de agosto, em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres, após enfrentar um sério problema de saúde que a deixou imobilizada por nove meses. Diagnósticos médicos apontavam que ela poderia ficar tetraplégica. Em meio à adversidade, a fé foi sua força motriz. “Fui desenganada pelos médicos e, ao pedir uma graça, fiz uma promessa de que, se recuperasse, caminharia até uma igreja de Nossa Senhora de Fátima”, conta.
A crescente devoção e o grupo de peregrinos
Como a igreja mais próxima, que abriga a imagem de Nossa Senhora de Fátima, estava perto de sua residência, Fátima decidiu estender seu percurso até a catedral, um símbolo de sua devoção. Com o passar dos anos, o número de pessoas que a acompanhavam cresceu, transformando sua jornada em um evento comunitário.
Um encontro de fé e amizade
O grupo de peregrinos, que já contou com até 100 participantes, é uma demonstração de união e fé. Embora a rotatividade dos membros seja alta, a tradição de caminhar juntos permanece. Antônio, um dos fiéis que participa da caminhada ao lado de seu neto, Ryan Gabriel, destaca a importância do evento: “É tudo pela fé em Deus. Nossa Senhora dos Prazeres representa amor, paz, carinho e amizade entre os homens na Terra.”
Fátima Bezerra, com sua trajetória de fé e resiliência, não apenas celebra sua recuperação, mas também inspira outros a se unirem em prol de um ideal comum, reafirmando a força da devoção e da comunidade.







