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Cury critica taxa de juros alta e irresponsabilidade fiscal do governo

Candidato à presidência destaca o impacto da Selic elevada nas famílias brasileiras durante sabatina na CNN.

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Cury à CNN: Juro alto está atrelado à irresponsabilidade fiscal do governo

Durante uma recente sabatina na CNN Brasil, o candidato à presidência Augusto Cury (Avante) fez duras críticas à alta taxa de juros, que atualmente se encontra em 14%, vinculando-a à má gestão fiscal do governo atual. Cury expressou sua preocupação com o endividamento crescente das famílias brasileiras, indagando como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia manter a tranquilidade diante de tal situação.

Consequências do endividamento

Cury destacou que 82% das famílias estão enfrentando problemas de endividamento, o que, segundo ele, agrava o caos econômico do país. Durante a entrevista, ele questionou também o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a posição do Brasil como líder em juros reais. “Como o Lula e o Galípolo conseguem dormir com essa realidade?”, indagou Cury, enfatizando a necessidade de uma abordagem fiscal mais responsável.

Desafios fiscais do governo

O candidato ressaltou que o déficit fiscal do governo federal, que já atinge R$ 92 bilhões neste semestre, é um exemplo claro da má gestão. Ele argumentou que o governo gasta mais de R$ 100 bilhões anualmente apenas para lidar com a dívida, o que, em sua visão, é um “absurdo”. Para Cury, a solução para a recuperação econômica do Brasil passa pela reestruturação da máquina pública e pela eficiência dos programas sociais.

Propostas para melhoria

Cury sugeriu que é necessário “enxugar” a administração pública, avaliando a importância de aproximadamente 50 mil cargos comissionados, com a possibilidade de cortes significativos. Ele também defendeu a manutenção do Bolsa Família, afirmando que os beneficiários que conseguirem um emprego formal não perderão o benefício, sendo recompensados por sua iniciativa.

Em suas palavras, a dependência de programas sociais, como o Bolsa Família, deve ser equilibrada com o incentivo ao desenvolvimento pessoal e profissional dos cidadãos. “É preciso criar uma cultura onde as pessoas não dependam do governo, mas sim de seus próprios sonhos”, concluiu Cury, reforçando a importância de um equilíbrio entre assistência e autonomia.

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