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Ministro do STF afasta diretor-geral da PF e abre investigação

André Mendonça determina o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa por monitoramento de autoridades.

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Mendonça determina afastamento de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A medida, tomada na terça-feira, visa investigar a produção de relatórios de inteligência que monitoravam figuras públicas.

Abertura de Investigações

A decisão de Mendonça também determina a abertura imediata de investigações criminais e administrativas pela Corregedoria da PF. O foco está nas circunstâncias que envolvem a elaboração de relatórios de inteligência, que foram utilizados para monitorar a atuação de autoridades, incluindo magistrados e membros da advocacia pública.

Monitoramento de Autoridades

Conforme a decisão, Andrei Rodrigues enviou ao ministro Alexandre de Moraes, durante o Inquérito das Fake News, pelo menos seis relatórios sigilosos entre 3 e 31 de agosto de 2026. Esses documentos indicam que Moraes estava sendo alvo de um monitoramento sistemático e ilícito há mais de um mês. Além disso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, também foi monitorado, com informações coletadas sobre sua atuação em decisões judiciais.

Críticas à Produção dos Relatórios

Mendonça qualificou as acusações de que a conduta de Messias e do relator estaria ligada a uma “matriz religiosa comum” como “surreal”. Os relatórios, segundo ele, não apenas criticavam as decisões do STF, mas também realizavam juízos sobre o trabalho de outros delegados e agentes da PF.

Fragilidade dos Documentos

Os relatórios foram considerados tecnicamente frágeis e sem valor jurídico, uma vez que eram apócrifos, sem assinatura ou timbre, conforme destacou Mendonça. O ministro enfatizou que as próprias advertências inseridas pelos autores dos documentos indicavam a baixa confiabilidade das análises, o que provocou reações de diferentes categorias profissionais.

Reações e Consequências

Entidades como a União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin e a Associação de Delegados da Polícia Federal manifestaram posicionamentos contrários à circulação dos relatórios, considerando-a irregular e preocupante. Além disso, o vazamento de informações sigilosas contidas nos relatórios foi visto como uma ameaça à eficácia das investigações em andamento.

Contexto da Crise

A crise que levou ao afastamento de Andrei Rodrigues começou a se intensificar em setembro de 2026, com o Partido Novo acionando o STF para garantir a independência das investigações contra o diretor-geral da PF. A legenda chegou a solicitar sua prisão preventiva, citando indícios de envolvimento em uma rede de influência criminosa.

Justificativas do Afastamento

Mendonça ressaltou que o afastamento não é uma medida inédita, relembrando decisões anteriores do STF que afastaram figuras de destaque, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ele argumentou que nenhum cargo público é imune ao controle da Justiça, enfatizando que a posição do investigado pode influenciar as investigações.

A decisão de Mendonça representa um marco na supervisão das ações da Polícia Federal e reforça a importância da integridade nas investigações. Até o momento, Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa não se pronunciaram sobre o afastamento.

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