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Ministros aposentados do STF exigem apuração rigorosa de crise

Treze ex-ministros solicitam ao presidente Fachin uma apuração pública urgente para restaurar a confiança na Corte.

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Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ayres Britto e outros 10 ministros aposentados pedem a Fachin 'imediata e rigorosa' apuração de crise no STF

Um grupo de treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) fez um apelo ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, solicitando a realização de uma sessão pública urgente. O objetivo é que o plenário inicie uma investigação detalhada sobre os acontecimentos que têm afetado a reputação da instituição.

Crise sem precedentes no STF

Em uma declaração tornada pública, os signatários da carta classificaram a situação atual como a “mais aguda crise” na história do Supremo. Eles enfatizam que os fatos recentemente divulgados têm prejudicado não apenas a imagem da Corte, mas também a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.

Nome de peso na manifestação

Entre os ex-ministros que assinaram a carta estão figuras de destaque como Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie. O grupo expressou total confiança na capacidade de Fachin em lidar com a crise e pediu que ele convoque rapidamente uma sessão para que a investigação ocorra de acordo com o devido processo legal.

Sem nomes ou episódios específicos

É importante destacar que o documento não menciona nomes de ministros envolvidos nem especifica quais eventos devem ser objeto de investigação. Além disso, a manifestação não solicita o afastamento de membros da Corte.

Celso de Mello, em suas declarações, ressaltou que a carta não se refere a casos concretos, mantendo uma posição neutra em relação aos incidentes que têm gerado desconfiança na integridade e imparcialidade dos juízes do STF. Ele alertou sobre a necessidade de prevenir que comportamentos inadequados manchem a imagem do tribunal.

Reforçando a transparência

Mello também defendeu a importância de julgamentos públicos, enfatizando que, quando questões de interesse público estão em jogo, não deve haver espaço para sigilo ou decisões que não sejam submetidas ao escrutínio da sociedade. Ele afirmou que “a Justiça exercida em nome do povo deve ser visível ao povo”, e que a falta de transparência prejudica a legitimidade das decisões judiciais.

Em resumo, a manifestação dos ex-ministros reflete uma preocupação coletiva com a integridade da justiça e a necessidade de restaurar a confiança pública na Corte.

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