Um relatório da Polícia Federal, utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sugere a necessidade de “monitoramento e coleta dirigida” em relação ao ministro André Mendonça e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. O documento, que possui caráter de inteligência restrita, não é decisório e carece de valor probatório.
Análise da Advocacia-Geral da União
O relatório foi elaborado após uma análise sobre a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) e os riscos associados à ligação entre Mendonça e Messias. Embora não permita conclusões formais ou manifestações externas, o texto autoriza a coleta de informações e monitoramento.
Percepção de risco e estratégia no STF
O documento também aponta que a relação entre Messias e Mendonça poderia aumentar a “percepção de risco” em relação a uma possível nova indicação do advogado-geral ao STF. Mendonça é descrito como “aparentemente engajado em estratégia agressiva” para mudar a dinâmica do Tribunal, visando enfraquecer o grupo de ministros que, segundo o relatório, “atuou firmemente em defesa da democracia”.
Avaliação e hierarquia
O relatório destaca que a confiança nas informações apresentadas é considerada “baixa”. Além disso, qualquer divulgação do conteúdo fora do ambiente restrito deve ser aprovada por um nível hierárquico superior ao do autor do relatório.
Investigadores mencionaram que, com base nesses dados, Moraes fez um pedido ao presidente do STF, Edson Fachin, para investigar Mendonça. O ministro também solicitou a inclusão de Mendonça no Inquérito das Fake News. Recentemente, Fachin decidiu retirar esse pedido do inquérito e abriu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República e Mendonça se manifestem sobre a situação.
O cenário evidencia tensões e preocupações sobre a relação entre os ministros e os impactos que isso pode ter nas instituições democráticas.







