Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) concluíram, em conversas internas, que o protesto de direita na Avenida Paulista foi menos expressivo do que o esperado, o que não deve alterar o andamento das investigações solicitadas contra o ministro Alexandre de Moraes.
Avaliação dos magistrados sobre a manifestação
Magistrados de diferentes correntes da Suprema Corte, tanto a favor quanto contra a apuração sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmaram que o ato não teve o impacto desejado. Apesar da pressão nas redes sociais por uma solução para a crise institucional, a percepção é de que a manifestação não terá reflexo na condução do caso.
Repercussão na direita e no STF
Embora o protesto tenha atraído um público significativo, a própria direita admite que o número de participantes foi inferior ao de anos anteriores, como 2024 e 2025. Essa diminuição na adesão é vista como um fator que não influenciará a posição do presidente do STF, Edson Fachin. Ele, por sua vez, parece inclinado a adiar a análise dos pedidos de investigação contra Moraes e André Mendonça para após o segundo turno das eleições.
Impactos da pressão política
Um dos ministros destacou que a tentativa de pressão sobre Fachin durante o protesto pode ter o efeito contrário ao desejado, levando-o a evitar misturar a crise institucional com questões eleitorais. Essa dinâmica evidencia a complexidade do cenário político atual e a relação delicada entre os poderes.
Em suma, a manifestação do 7 de setembro, embora significativa, não parece ter a força necessária para alterar a trajetória das investigações no STF, refletindo um contexto mais amplo de tensões políticas e institucionais no país.







