Área afetada pela seca cresce no Maranhão e atinge 83% do estado, aponta Monitor de Secas
Divulgação/ANA
A seca avançou no Maranhão entre julho e agosto e passou a atingir 83% do território do estado, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Em julho, o fenômeno alcançava 45% da área maranhense.
Com o avanço, o Maranhão registrou em agosto a maior área atingida pela seca desde fevereiro deste ano. O fenômeno também ficou mais intenso no período.
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A seca moderada, que não era registrada no estado em julho, voltou a aparecer e atingiu 4% do território maranhense em agosto. Segundo o Monitor, essa é a maior área com a presença do fenômeno no Maranhão desde fevereiro deste ano
Apesar do avanço, o Maranhão apresentou em agosto a condição menos severa entre os estados do Nordeste. Entre julho e agosto, a região com maior percentual de área com seca também foi o Nordeste, com 90%.
Seca avança no Nordeste
O Nordeste apresentou em agosto o quadro de seca mais severo entre as cinco regiões do país acompanhadas pelo Monitor. A seca grave atingiu 16% da região.
Entre julho e agosto, além do Maranhão, Alagoas, Bahia, Ceará, Piauí e Sergipe registraram aumento da área afetada pelo fenômeno. Área total no Brasil subiu de 52% para 67% do território nacional.
O Piauí, que faz divisa com o Maranhão, chegou a agosto com seca em 100% do território. No estado, a seca grave voltou a ser registrada e alcançou 6% da área.
Em todo o país, 17 unidades da Federação tiveram intensificação da seca entre julho e agosto. Entre elas estão Maranhão, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
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O que é o Monitor de Secas
O Monitor de Secas acompanha mensalmente a intensidade e a extensão do fenômeno em todo o Brasil. A ferramenta utiliza indicadores climáticos e informações sobre os impactos da falta de chuva para classificar a situação de cada região.
Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo.
Os dados servem de apoio ao planejamento e à execução de políticas públicas relacionadas ao enfrentamento da seca. O mapa é elaborado mensalmente com participação de instituições estaduais e de uma rede de órgãos parceiros.
Seca avança no Maranhão e atinge 83% do estado, aponta Monitor de Secas

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