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Paraná é o 4º estado com mais vendas de veículos eletrificados

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Paraná é o 4º estado com mais vendas de veículos eletrificados

O Brasil chegou a 950.183 veículos eletrificados em circulação até agosto de 2026, considerando modelos 100% elétricos e diferentes categorias de híbridos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

De janeiro a agosto de 2026, o Brasil emplacou 328.477 unidades de eletrificados leves, volume 160,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (126.071) e equivalente a 34,6% de toda a série histórica.

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Somente em agosto, foram comercializadas 57.386 unidades, com crescimento de 2% sobre julho (56.074) e 184% acima de agosto de 2025 (20.222). O Paraná aparece como o quarto em vendas: foram 3.896 em agosto, atrás apenas de São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais, e à frente do Rio de Janeiro.

Recarga

Apesar da rápida expansão da frota, a infraestrutura de recarga ainda não acompanha o mesmo ritmo. Segundo a ABVE, o Brasil dispõe de 25 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga para cerca de 506 mil veículos plug-in, o que representa algo próximo de 20 veículos por ponto de recarga, um déficit que ainda precisa ser superado.

Enquanto isso, soluções improvisadas para a recarga podem colocar em risco não apenas as baterias dos automóveis, mas também as instalações elétricas e os próprios veículos.

“O carregamento de um carro elétrico em uma tomada doméstica deve ser uma última alternativa, e não a solução principal para o dia a dia. Carregadores domésticos podem causar superaquecimento e incêndios, até porque a infraestrutura elétrica residencial nem sempre está preparada para suportar a demanda de energia. Os carros elétricos necessitam de estações próprias, pois trabalham com correntes altas”, alerta o engenheiro eletricista Andrey Nikollas Bucko, da PSMR, fabricante de tecnologias voltadas às instalações elétricas.

Segundo o especialista, uma oscilação de energia pode danificar os sensíveis componentes internos do carregador do veículo elétrico. Flutuações na tensão elétrica podem resultar na falha prematura dos circuitos. Além disso, uma sobrecarga de energia pode ultrapassar o carregador e atingir a bateria e os componentes eletrônicos do automóvel. A bateria, por sua vez, possui alto custo de substituição. Em situações de sobrecarga, sua vida útil pode ser reduzida ou, em casos mais graves, comprometer o funcionamento do veículo.

Bucko ressalta que, para quem realmente não tem outra opção e eventualmente depende de uma tomada residencial, é fundamental garantir que a instalação elétrica esteja protegida por um Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), equipamento que protege tomadas e aparelhos conectados contra picos de energia e descargas atmosféricas.

“O DPS funciona como uma barreira que detecta a sobretensão e a desvia rapidamente, impedindo que a alta tensão chegue aos equipamentos. Os DPS são a última linha de defesa”, explica.

Existem três classes de DPS (Classe 1, 2 e 3), que se diferenciam pelo nível de proteção oferecido. O DPS Classe 1 é geralmente instalado na entrada da rede elétrica e possui a maior capacidade de absorção de surtos. Sua principal função é descarregar o excesso de potencial elétrico para o sistema de aterramento, protegendo os equipamentos conectados à rede.

O dispositivo ajuda a mitigar os efeitos provocados por descargas atmosféricas, oscilações na rede elétrica e picos de energia, desviando o excesso de eletricidade para o terra e permitindo que apenas a tensão adequada chegue aos equipamentos.

A linha de DPS da PSMR é de fácil instalação e normalmente aplicada em quadros de distribuição. “É um valor muito baixo quando comparado ao custo de bens de alto valor, como um carro elétrico”, destaca o especialista.

No ano passado, o país registrou crescimento aproximado de 10% no número de incêndios em relação a 2024, causados por fatores estruturais e operacionais de risco associados às instalações elétricas.

O Anuário da Associação Brasileira de Conscientização para os perigos da Eletricidade (Abracopel), que apresenta um panorama detalhado desses episódios, destaca que eles refletem falhas estruturais, ausência de manutenção e deficiência na aplicação das normas técnicas, resultando em perdas humanas e patrimoniais que poderiam ser evitadas.

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