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Show cantado em “portunhol” chega a Curitiba

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Show cantado em “portunhol” chega a Curitiba

O show “Canciones que Unen” chega à capital paranaense nos dias 10 e 11 de outubro, no Estúdio Brasil Nativo (Rua Almirante Gonçalves, 2116, Água Verde). O show é todo cantado em “portunhol”, com os músicos vindo da Argentina e do Brasil. O evento é promovido pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e o projeto teve apoio da Lei de Incentivo à Cultura. Ingressos estão disponíveis através da plataforma Sympla.

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A história dessa iniciativa começou em 2020, quando Juliana e os músicos de Rosário, Santa Fé, se encontraram no Festival Serenada, no Uruguai. Logo em seguida, isolada em casa durante a pandemia, ela gravou um vídeo tocando violão e cantando “Avesso”, poema de Alice Ruiz musicado por Ceumar. Edgardo respondeu com uma versão da canção em espanhol, batizada de “De adentro hacia afuera“, e dali nasceu uma brincadeira que se tornaria o projeto de transformar canções brasileiras e argentinas em versões bilíngues ou ainda em portunhol.

Anos depois, os músicos convidaram a cantora para uma turnê pela Argentina, passando por Rosário, Buenos Aires e Mar del Plata. Agora, pela primeira vez, ela traz Edgardo e Marcelo para Curitiba e assume o lado brasileiro dessa conversa musical, no que o próprio projeto chama de primeiro encontro em solo brasileiro.

A artista dedica o repertório inteiro a autores curitibanos, entre eles Rodrigo Lemos, cuja canção Nesse Lugar (gravada com produção de Dante Ozzetti) se tornou uma marca de sua fase mais recente. “A vida toda venho flertando com as obras desses artistas e agora parti para uma imersão nesse movimento de ‘volta para casa’”, diz Juliana Cortes.

No repertório, canções de compositores curitibanos ganham versões em espanhol e portunhol, e composições dos parceiros argentinos são reinterpretadas em português. A acordeonista Marina Camargo entra como elemento de mediação sonora, tema que aproxima o chamamé e a milonga argentinos do baião e do fandango paranaense. Anfitriã do encontro, responsável pela voz e pela direção de repertório, Juliana descreve “Canciones que Unen” como um gesto contínuo, aberto a novos convidados e a novas trocas entre as cenas musicais do Brasil e da América Latina.

O novo trabalho também marca uma virada estética na trajetória da artista. Em 2025, ela subiu aos palcos da Argentina, do Uruguai, Porto Alegre e Curitiba para celebrar os dez anos do álbum Gris (2016), disco premiado que consolidou sua pesquisa sonora em torno do cinza, do frio e da cor prata. Encerrada essa turnê, Juliana buscava um caminho para outras paisagens e apresenta outras sonoridades ao lado dos parceiros argentinos.

Serviço

– 10 de outubro (sábado), 19h, Estúdio Brasil Nativo
– 11 de outubro (domingo), 17h, Estúdio Brasil Nativo

A apresentação será gravada ao vivo com a presença do público no Estúdio Brasil Nativo Produções.

Estúdio Brasil Nativo, Rua Almirante Gonçalves, 2116, Água Verde, Curitiba

Entrada gratuita.

→ Ingressos disponíveis no SYMPLA:

Dia 10: https://www.sympla.com.br/evento/juliana-cortes-apresenta-canciones-que-unen/3598810
Dia 11:
https://www.sympla.com.br/evento/juliana-cortes-apresenta-canciones-que-unen/3598815

Classificação etária: livre.

Ficha técnica:
Juliana Cortes, voz e direção musical
Edgardo Machain, voz e violão
Marcelo Stenta, violão e direção musical
Marina Camargo, acordeom

Sobre Juliana Cortes

Nascida e criada em Curitiba, Juliana Cortes passou por corais da cidade, cantou ópera no Teatro Guaíra e fez até vocais para Kleiton e Kledir antes de se descobrir solista na faculdade. Ao longo de três álbuns, construiu um trabalho que mistura jazz, world music e música contemporânea, sempre contando histórias, quase nunca cantando em primeira pessoa.

Seu primeiro disco, Invento (2013), gravado com Ronaldo Saggioratto, Luis Otávio Almeida e Vina Lacerda, nasceu de um espetáculo ao lado de Vitor Ramil e foi pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira. Em Gris (2016), produzido por Dante Ozzetti e gravado entre São Paulo, Buenos Aires e Curitiba, ela reuniu canções assinadas por Luiz Tatit, Arrigo Barnabé e o próprio Ozzetti, com participações de Paulinho Moska e Diego Schissi. O disco entrou para a lista dos melhores álbuns de MPB da revista Latina, no Japão, e rendeu à cantora o Troféu Cata-Vento de melhor cantora, pela Rádio Cultura de São Paulo. Em 2022, lançou 3, seu trabalho mais experimental, fruto de uma residência artística entre compositores de Curitiba e Porto Alegre, com produção de Ian Ramil e participações de Pedro Luís e Airto Moreira.

Em 2017, o clipe O Mal, dirigido pelo curitibano Carlos Hardt, recebeu mais de 50 prêmios internacionais. Além de cantora, Juliana atua como produtora executiva, com cerca de 20 álbuns produzidos, e transita entre a criação musical, a produção cultural e outras linguagens artísticas, presentes também na identidade visual de seus projetos.

Instagram Juliana Cortes: https://www.instagram.com/jucores/
Instagram Brasil Nativo:https://www.instagram.com/brasilnativomultiproducoes/
Instagram Marina Camargo:https://www.instagram.com/marinaacordeom/
Facebook Juliana Cortes:https://www.facebook.com/invento.julianacortes
YouTube Juliana Cortes:https://www.youtube.com/@JulianaCortes

Videoclipe Avesso, com Juliana Cortes e Edgardo Machain:

Videoclipe Nesse Lugar, com Juliana Cortes e Dante Ozzetti:https://www.youtube.com/watch?v=7PySEetZtps&list=RDMM&start_radio=1&rv=Fo9OtC2LiEM

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