Funcionários dos Hospitais Vita BR e Vita Batel entraram em greve na manhã desta quinta-feira (15), em Curitiba. O principal motivo da paralização seria o atraso no pagamento de salário e vale-alimentação.
Cerca de 200 funcionários aderiram a greve. De acordo o advogado que acompanha a mobilização, Renan Bender, os trabalhadores aguardaram até o quinto dia útil do mês para receber os salários.
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Na última sexta-feira, 9 de outubro, os sindicatos notificaram a administração dos hospitais sobre a possibilidade de greve. Entretanto, segundo o advogado, a direção teria se comprometido a regularizar os salários e os vales até a tarde de quarta-feira (14), mas o acordo não foi cumprido. A paralisação ocorre nas duas unidades e deve continuar até que os pagamentos sejam efetuados.
O que diz o hospital?
Representantes sindicais afirmam que os atrasos salariais se repetem há cerca de cinco meses consecutivos. Em nota, o Hospital Vita garante que a situação é “pontual” e causada pela implantação e estabilização de um novo sistema de gestão hospitalar já em fase final de efetivação.
“A Direção reforça que normalizar a situação junto aos colaboradores é prioridade absoluta e que, tão logo ocorra a efetivação financeira esperada, a situação será integralmente normalizada. O VITA mantém diálogo aberto e permanente com o sindicato e com os representantes dos colaboradores”, destaca a nota.
Na nota, o hospital também afirma que um “plano de contingência assistencial foi acionado com o objetivo de preservar a continuidade dos atendimentos assistenciais nas duas unidades”.
Reunião de mediação marcada
Responsável pela mobilização, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (SINDESC) afirma que foi marcada uma reunião de mediação de urgência no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9) para sexta-feira (16), às 15h30, no plenário. A reunião busca mediar o impasse entre os trabalhadores e a administração dos hospitais.
“O SINDESC segue acompanhando a situação e cobrando o cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da empresa”, afirma o Sindicato.







