Homem foi preso e levado para a delegacia da ilha
Ana Clara Marinho/TV Globo
Um homem de 21 anos investigado por homicídio em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, foi preso em Fernando de Noronha na sexta-feira (16). Ele trabalhava como cozinheiro em uma empresa que fornece refeições em quentinhas na ilha. O suspeito foi transferido para o Recife nesta segunda-feira (19).
Em nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que Lucas Matheus da Conceição Faria Lucas foi preso por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes.
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Segundo o TJPE, o homem é acusado de homicídio qualificado. Durante uma audiência de custódia realizada no Plantão Judiciário Criminal da Capital, no domingo (18), a Justiça foi informada sobre o cumprimento do mandado de prisão.
O suspeito era procurado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco.
O delegado José Tenório disse que a polícia procurava o suspeito no continente e descobriu que ele estava em Fernando de Noronha. Segundo o delegado, o homem teria ido para a ilha para tentar evitar a prisão.
“Esse homem achou que na ilha estaria livre. Nós entramos em contato com a Delegacia de Fernando de Noronha, passamos as informações e a prisão foi concretizada”, declarou o delegado do GEO, José Tenório.
A polícia não repassou informações detalhadas do crime. A prisão foi realizada pelo delegado da ilha, Marcos Camurça. Depois, o suspeito foi levado para a delegacia, localizada na Vila do Trinta. O g1 não conseguiu localizar a defesa do acusado.
Caso
O advogado Anderson Flexa, integrante do Comitê de Representação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Fernando de Noronha, esclareceu que o processo que tramita no TJPE trata do envolvimento de Lucas Matheus da Conceição Faria Lucas na morte de Deyse Carolyne Gomes da Silva, ocorrida em setembro de 2025.
Segundo a denúncia, ele é acusado, em tese, de “homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo segue em andamento, sem condenação definitiva.
Como conseguiu trabalhar na ilha?
Para trabalhar em Fernando de Noronha, o profissional precisa ser contratado por uma empresa regularizada e apresentar documentos pessoais, além do chamado “nada consta”. O documento reúne informações sobre a existência de pendências judiciais registradas na base de dados consultada.
Segundo a Administração da ilha, todos os documentos exigidos foram apresentados no pedido de autorização para trabalhar em Noronha, inclusive a certidão sobre pendências judiciais.
O governo informou que a certidão não indicava o processo porque o caso ainda não havia sido julgado.
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