O trabalho permanente das empresas de ônibus de Curitiba, com equipes especializadas, manutenção preventiva e inspeções rigorosas nas garagens, é fundamental para garantir a segurança dos passageiros e a confiabilidade do transporte coletivo. No entanto, mesmo com todos esses cuidados, a renovação da frota é indispensável para que a cidade conte com ônibus mais modernos, eficientes e confortáveis. A substituição dos veículos mais antigos também contribui para reduzir a ocorrência de falhas mecânicas e quebras durante a operação, melhorando a regularidade e a qualidade do serviço oferecido à população.
Atualmente, dos 1.445 ônibus cadastrados no sistema de transporte coletivo de Curitiba, 680 já ultrapassaram a vida útil prevista de dez anos, o equivalente a 47% da frota. A situação é especialmente preocupante entre os biarticulados, veículos de grande capacidade que são um dos símbolos do transporte curitibano: dos 164 ônibus desse modelo, 100 estão fora da vida útil, o que representa 61% do total. Entre os ônibus comuns, o cenário também merece atenção. Dos 482 veículos cadastrados, 271 já superaram os dez anos de utilização, correspondendo a 56% dessa categoria.
Para manter a segurança e as condições adequadas de operação dos veículos que ultrapassaram a vida útil, as empresas intensificam os procedimentos de manutenção preventiva e corretiva, com atenção redobrada aos componentes mecânicos e aos sistemas de segurança. Esses ônibus também são submetidos a quatro vistorias anuais, enquanto os veículos que ainda estão dentro da vida útil passam por duas inspeções por ano. O cuidado reforçado demonstra o compromisso das operadoras com a segurança dos passageiros, mas também evidencia a necessidade de modernizar a frota para reduzir a dependência de manutenções mais frequentes.
A renovação da frota é de interesse direto das empresas operadoras, que buscam oferecer veículos mais novos, confortáveis e eficientes aos passageiros, além de aprimorar continuamente a qualidade do serviço. Entretanto, a aquisição e a incorporação de novos ônibus ao sistema dependem de autorização da Urbs. Desde 2018, as empresas já encaminharam mais de 30 ofícios à Urbs solicitando a renovação dos veículos, sem que esses pedidos tenham resultado no avanço necessário por parte do poder público. Enquanto isso, as operadoras seguem investindo em manutenção para garantir o funcionamento seguro dos ônibus, ao mesmo tempo em que defendem a modernização da frota como medida essencial para o futuro do transporte coletivo de Curitiba.
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