As históricas chaminés de Curitiba são uma marca do passado mas integram a paisagem urbana da cidade ainda hoje. Estruturas de tijolo se modificaram em atrações em vários pontos da capital paranaense, especialmente em lugares que buscaram a renovação ou preservação das construções. É possível encontrá-las entre os conjuntos de árvores no Parque São Lourenço, Parque Passaúna e no Parque Barigui.
No Parque Barigui, a chaminé é uma das últimas heranças arquitetônicas da antiga Olaria Santa Cândida, ativa entre 1940 e 1970. Na época, o espaço era usado para a extração de argila, matéria-prima fundamental para a produção de telhas e tijolos que ergueram boa parte de Curitiba.
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Com o encerramento das atividades e a inauguração do parque em 1972, a estrutura foi conservada como patrimônio histórico. Hoje, ela se mantém como um testemunho do legado industrial da cidade, criando um contraste marcante com um dos parques mais frequentados pelos curitibanos.
Enquanto isso, no Bacacheri, esses elementos ganharam uma nova função ao serem integrados a um empreendimento gastronômico. Fundada em 1871 pela família Colle, a antiga Cerâmica São Marcos foi decisiva para o desenvolvimento urbano da capital ao fornecer tijolos e tubos de barro para obras de infraestrutura. Apesar do fim das atividades em 2003 e de um período de abandono, o terreno foi revitalizado.
Em vez da demolição, as antigas chaminés foram catalogadas como Unidades de Interesse de Preservação (UIP). Atualmente, o espaço abriga a Ca’dore Comida Descomplicada, primeira vila gastronômica da cidade, que combina a arquitetura histórica a contêineres coloridos e áreas ao ar livre.
Da mesma forma, a chaminé de tijolos à vista do Parque São Lourenço é o principal símbolo remanescente da antiga Fábrica de Adubos e Cola Boutin. Após o rompimento da represa do Rio Belém em 1970 destruir parte do complexo, a área se transformou e deu origem ao parque em 1972. Desde então, os antigos galpões ao redor da chaminé foram adaptados e abrigam um efervescente polo cultural, reunindo o Centro de Criatividade de Curitiba e o Liceu das Artes e Ofícios.
Por fim, no Parque Passaúna, as chaminés preservadas funcionam como marcas das antigas olarias que operavam entre as décadas de 1940 e 1960. Pertencentes a famílias tradicionais de ceramistas, como Klemtz, Isfer, Baggio e Santa Rosa, as instalações foram essenciais para a expansão da construção civil na capital.
Hoje, as conhecidas Chaminés Norte e Sul, localizadas no Bairro Augusta e visíveis a partir do mirante principal, permanecem integradas à paisagem natural como registros desse passado industrial.
Isabella Iglesias sob coordenação de Mario Akira






