Certa vez, Rodolfo Cavalcante, da A Carroça, me fez uma pergunta daquelas que abrem o apetite: “Nide, o que você acha de colocar o Camarão Bar das Ostras com o cuscuz de arroz?” Minha resposta, claro, foi sim! Afinal, estamos falando do encontro de dois patrimônios da nossa história gastronômica: o tradicional cuscuz de arroz com o inesquecível Camarão Bar das Ostras. Dois Patrimônio Imaterial Históricos, juntos e misturados. Para completar essa história, usamos o camarão da Alcan, que vem de Coité do Nóia. E deu supercerto! Agora, essas duas receitas serão apresentadas no Encontro de Negócios – O Sabor Começa no Campo, no dia 6 de outubro, no Sebrae Alagoas.
Gostou dessa história? Então vem comigo, porque a proposta é justamente mostrar que os produtos da agricultura familiar podem ganhar espaço e dar ainda mais sabor às cozinhas de restaurantes, bares e hotéis.
Promovido pelo Sebrae Alagoas, o encontro aproxima produtores da agricultura familiar de restaurantes, hotéis, bares, chefs de cozinha, mercados e outros compradores. A ideia é apresentar fornecedores locais, ampliar as alternativas de abastecimento e, claro, gerar novos negócios. Serão 22 fornecedores da agricultura familiar e empreendedores com DNA alagoano, com uma diversidade danada de boa: carnes nobres, massas artesanais, mel, frutas, legumes, laticínios, temperos, água de coco, ovos caipiras, polpas de frutas, açaí e muito mais.
Encontro de Negócios – O Sabor Começa no Campo
📅 6 de outubro
⏰ 8h30
📍 Sebrae Alagoas, em Maceió
Saiba Mais
Camarão Bar das Ostas: Até 2011, apenas as filhas de Dona Oscarlina — Marta Cristina, Vera, Marluce, Jandira e Mabel — sabiam a receita do camarão Bar das Ostras. Naquele ano, por conta dos 45 anos da Sococo, numa grande iniciativa de seus proprietários, a indústria comprou a receita do Camarão do Bar das Ostras para doá-la ao Estado. Assim, ela se transformou no primeiro saber tombado como Patrimônio Imaterial de Alagoas.
Alcan (@alcancamaroes) – Para o sucesso da receita alagoana do Camarão Bar das Ostras, sempre uso a manteiga do sertão da barraca Nossa Senhora de Fátima, no Mercado da Produção, também conhecida como a barraca de seu Deda. Você pode comprar em outro endereço, mas tem que ser manteiga do sertão de Batalha ou de Major Isidoro. Afinal, esse ingrediente era o grande segredo da receita. Para o camarão, testei o filé da Alcan (@alcancamaroes), que já vem limpo e pronto para usar, e deu super certo. A Alcan é uma empresa alagoana da cidade de Coité do Noia, que cultiva o crustáceo e já pode ser encontrado nos supermercados do estado.
Cuscuz de arroz– A história começou há mais de 100 anos na cidade de Penedo com dona Pureza, passou para a filha Jaci, depois para a neta Nilde, e chegou até Rosilene, mãe de Rodolfo Novaes (@rodolfo_02)— a quarta geração dessa tradição. É artesanal, delicado e cheio de história. O arroz é colocado de molho, seco ao sol e triturado até virar uma farinha finíssima. Mistura-se ao bagaço de coco e sal, e vai para uma cuscuzeira ancestral, um modelo herdado da própria dona Pureza, com quatro compartimentos acoplados a uma panela, sem tampas. Curioso: ela só funciona se os quatro estiverem cheios. Quando termina de colocar a última massa, o primeiro já está pronto!
Sai quentinho, molhado no leite de coco, com um sabor leve, salgado e um toque agridoce do coco. Desmancha no céu da boca. Sozinho, é uma ótima opção vegana. Com carne de sol desfiada e queijo coalho, ou com ovo , frango e em breve com Camarão Bar das Ostras, não importa a proteína, vira amor eterno. A Carroça – Av. José Sampaio Luz, 578 – Ponta Verde 🕐 Segunda a sábado, das 12h às 15h/ das 17h as 22h







