O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta 6ª feira (16.out.2026) que, caso eleito, não pretende alterar a Constituição para permitir que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ou seus irmãos disputem sua sucessão em 2030.
Ele também voltou a defender o fim da reeleição e disse que não pretende disputar um 2º mandato, se for escolhido no dia 25 de outubro. A declaração foi dada durante entrevista à jornalista Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, da TV Globo.
Atualmente, o artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal estabelece que cônjuges e parentes até o 2º grau do presidente da República são, em regra, inelegíveis para disputar sua sucessão. A restrição inclui pais, filhos e irmãos, com exceção de quem já exerce mandato eletivo. A regra também considera o exercício da Presidência nos 6 meses anteriores ao pleito.
Flávio negou que pretenda mudar essa regra. Disse que a eleição de um parente não deixará de ser considerada uma “reeleição”, algo que ele reiteradamente afirma ser contra.
O candidato voltou a dizer que não disputará um 2º mandato. “Estou aqui me comprometendo. Eu só preciso de um mandato“, afirmou. Como senador, ele apresentou a PEC 4 de 2026, que determina a proibição de reeleições presidenciais.
Segundo Flávio, a intenção é evitar que o presidente inicie o governo preocupado com a disputa eleitoral seguinte.
A proposta apresentada pelo senador não altera a duração do mandato presidencial, atualmente de 4 anos. Flávio afirmou que caberá ao Congresso decidir sobre uma eventual ampliação do período para 5 anos e disse que cumprirá apenas um mandato, mesmo que a reeleição siga valendo.
“Isso é para mostrar, Renata, que eu tenho desapego ao poder. Não tem projeto de poder da minha parte“, disse. O candidato também afirmou que a direita tem outras lideranças capazes de dar continuidade ao seu projeto político.







