O publicitário Sidônio Palmeira, que se licenciou do cargo de ministro da Secretaria de Comunicação do Planalto para se dedicar à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou nesta 6ª feira (16.out.2026) o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Segundo reportagem do site Intercept Brasil, o senador pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou vender fora do país um sistema que utiliza inteligência artificial para manipular eleições.
Ainda de acordo com o Intercept, houve oferta de uma “operação clandestina” para “mapear eleitores, criar contas falsas, espalhar mentiras e desacreditar rivais”. Essa proposta, segundo a reportagem, foi feita nos Estados Unidos.
Assista (1min18s):
“Demonstra mais uma vez como é que funciona o candidato, o Flávio Bolsonaro ‘mão de tesoura’ […] É esse o tipo de candidato que quer falar de democracia aqui no Brasil. E é isso que nós estamos enfrentando”, declarou Sidônio a jornalistas, no QG da campanha de Lula, em Brasília.
A reportagem do Intercept também afirma que o PL declarou ter pago R$ 131,9 mil à Elytron. O site obteve documentos com detalhes das ações.
“A compreensão da extrema-direita é que a mentira ganha da verdade se ela tiver maior alcance, e para isso eles pagam. Isso aqui é crime, é mais um crime. Aliás, do Flávio Bolsonaro é quase todo dia e agora já está virando toda hora um crime que ele comete nesse processo eleitoral”, disse Sidônio.
OUTRO LADO
O Poder360 procurou, por e-mail, a campanha de Flávio Bolsonaro para saber se há interesse em se manifestar sobre as declarações de Sidônio Palmeira e a respeito da reportagem do Intercept Brasil. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
META
Sidônio também fez críticas à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo Sidônio, a empresa tem interferido para beneficiar Flávio.
“Quando a gente fala de interferência da Meta, a gente está falando de interferências também lá fora, que estão pagando e buscando interferir aqui dentro, fazer impulsionamentos lá fora. E geralmente esses impulsionamentos, todos nós sabemos que é fake news”, disse.
Um dos coordenadores da equipe de Lula, o senador Camilo Santana (PT-CE) declarou que a campanha não aceitará “interferência externa” e que fará nesta 6ª feira (16.out) uma reunião com o jurídico.
“Vamos ter mais outra reunião com o setor jurídico para também entender quais outros mecanismos ou ações que a gente pode nos anteciparmos aí faltando 9 dias para as eleições. Mas repito: essa denúncia tem que ecoar por todos os cantos do planeta. Todo mundo está observando as eleições do Brasil”, afirmou.
A Meta negou interferência nas eleições brasileiras.







