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Sedentarismo aumenta risco de morte por câncer, aponta estudo recente

Estudo revela que comportamento sedentário prolongado está ligado a riscos elevados para a saúde.

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Pesquisas recentes, baseadas em dados de mais de 91 mil participantes do UK Biobank, evidenciam uma correlação alarmante entre o sedentarismo e o aumento do risco de morte por câncer. De acordo com um estudo publicado na revista PLOS Medicine, cada hora adicional de comportamento sedentário ininterrupto está associada a um aumento de 9% na probabilidade de óbito devido a essa doença.

Impactos do sedentarismo na saúde

Estudos anteriores já haviam estabelecido que passar longos períodos sentado, reclinado ou deitado durante o dia está relacionado a desfechos negativos para a saúde. Contudo, muitas diretrizes atuais focam apenas na quantidade total de tempo sedentário, sem considerar a forma como esse tempo é distribuído. Neste novo estudo, os participantes foram monitorados por sete dias e acompanhados ao longo de cerca de 12 anos, categorizando suas rotinas em três grupos:

  • Sedentarismo prolongado: períodos de inatividade de pelo menos 30 minutos com 90% ou mais do tempo em comportamento sedentário.
  • Comportamento sedentário interrompido: inatividade com duração inferior a 30 minutos, intercalada com mais de 10% do tempo em atividades não sedentárias.
  • Graus variados de atividade física: níveis baixos de sedentarismo.

O estudo concluiu que o sedentarismo prolongado está fortemente associado a um aumento do risco de mortalidade por câncer, especialmente os tipos relacionados à obesidade e diabetes tipo 2. Por outro lado, o comportamento sedentário interrompido demonstrou um risco menor em todas as categorias analisadas. Trocar uma hora diária de sedentarismo contínuo por atividade física leve pode reduzir em 12% a chance de morte por câncer.

Benefícios da atividade física

Outro estudo significativo, conduzido pela Universidade de Sydney, analisou mais de 11 mil mulheres e revelou que aquelas que seguiram as orientações de atividade física durante a meia-idade tiveram o risco de morte prematura reduzido pela metade. Os dados mostraram que:

  • Diferença de mortalidade: mulheres que mantiveram a rotina de exercícios apresentaram uma taxa de mortalidade de 5,3%, em contraste com 10,4% daquelas que permaneceram inativas.
  • Diretrizes: os benefícios estão associados a pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana.
  • Consistência: as mulheres que foram ativas ao longo de 15 anos mostraram reduções significativas no risco de morte. Apesar de aumentar a atividade na vida mais tarde ainda ser benéfico, os efeitos protetivos são mais robustos com a adesão a longo prazo.

Caminhar pode ser a solução

Para aqueles que buscam combater o sedentarismo, uma boa estratégia é incorporar caminhadas à rotina. Pesquisas indicam que pessoas que caminham a uma velocidade aproximada de 4,8 km/h, equivalentes a cerca de 100 passos por minuto, têm uma expectativa de vida mais longa, independentemente do índice de massa corporal.

O estudo avaliou 474.919 pessoas, incluindo caminhantes lentos, que se moviam a velocidades entre 1,6 km/h e 3,2 km/h. Os resultados mostraram que indivíduos com um ritmo de caminhada mais lento tendiam a ter menor expectativa de vida, especialmente entre aqueles abaixo do peso. Assim, adotar um ritmo de caminhada mais acelerado pode ser uma forma eficaz de melhorar a saúde e aumentar a longevidade.

Em resumo, a redução do sedentarismo e a adoção de hábitos ativos não são apenas benéficas para a saúde geral, mas também podem desempenhar um papel crucial na diminuição do risco de doenças graves, como o câncer.

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