Nos últimos anos, Curitiba tem observado uma mudança significativa no perfil dos lançamentos imobiliários. Enquanto as unidades compactas dominavam o mercado, agora surge uma nova demanda: imóveis projetados para serem residências permanentes.
A nova tendência de moradia
Com o foco em uma experiência habitacional mais satisfatória, os compradores estão se tornando mais exigentes. “O interesse não se limita ao presente, mas busca garantir que o imóvel atenda às necessidades da família nos próximos anos”, explica Rodrigo Linhares Porto, diretor da construtora Porto Camargo. Essa mudança de perspectiva valoriza plantas bem elaboradas, ambientes versáteis e áreas de convivência.
Características valorizadas pelas famílias
As famílias estão priorizando imóveis maiores, com três ou quatro suítes, que oferecem flexibilidade e um ambiente propício para o convívio. Além disso, a possibilidade de trabalhar em casa e espaços que promovam o bem-estar são cada vez mais requisitados. Fatores como segurança, privacidade e a proximidade de serviços também influenciam a decisão de quem considera mudar para apartamentos, mantendo o conforto desejado.
A relação com o bairro
Outro aspecto a ser destacado é a relação dos compradores com a localização. Muitos optam por permanecer próximos de escolas, comércio e áreas verdes, evitando romper os laços formados ao longo do tempo. Há até um movimento de retorno aos centros urbanos, onde se busca otimizar deslocamentos e simplificar a vida diária.
A valorização da baixa densidade
Nesse novo cenário, empreendimentos com menor número de unidades se tornam atraentes. Eles garantem maior privacidade e um ambiente mais residencial, além de oferecerem estruturas de lazer e segurança que são difíceis de manter em casas isoladas. “A proposta não é apenas oferecer espaço, mas entender como as pessoas vivem e como suas necessidades evoluem”, destaca Diogo Linhares Camargo, também diretor da Porto Camargo.
A importância do entorno
Rodrigo enfatiza que a escolha de um imóvel para longo prazo envolve não só o apartamento, mas também a relação com o bairro e a facilidade de realizar atividades cotidianas a pé. A localização do terreno é, portanto, uma das decisões mais cruciais em um projeto de incorporação.
A crescente busca por residências permanentes não significa o fim das opções compactas. Pelo contrário, indica uma diversificação do mercado, onde imóveis menores continuam a atender investidores e jovens dinâmicos, enquanto cresce a procura por espaços que garantam conforto e privacidade para famílias que desejam fincar raízes.
Conforme Diogo conclui, “um lar definitivo deve se manter relevante mesmo diante das mudanças da vida. O desafio dos desenvolvedores é criar projetos que sejam atemporais, confortáveis e funcionais ao longo dos anos”.







