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Ivete Sangalo relembra morte de pai e irmão com diferença de 5 meses

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Ivete Sangalo relembra morte de pai e irmão com diferença de 5 meses

A cantora Ivete Sangalo, 54, relembrou um dos períodos mais difíceis de sua vida durante participação no programa “Angélica Ao Vivo”, do GNT.

A cantora contou que perdeu o pai e, apenas cinco meses depois, um dos irmãos morreu atropelado. O relato foi feito durante o episódio de estreia da segunda temporada da atração, exibido na última quinta-feira (24).

Segundo Ivete, a sequência de perdas afetou emocional e financeiramente a família. A mãe ficou deprimida e as despesas começaram a se acumular, enquanto faltava dinheiro até mesmo para comprar comida e pegar ônibus.

“Meu pai morreu, cinco meses depois, um irmão meu morreu atropelado. Então, se instaurou uma decadência emocional mesmo. E aí, minha mãe deprimida e tal, o bicho pegando, não pagava condomínio, não pagava a luz, não tinha comida. O bicho começou a pegar mesmo. Não tinha dinheiro para pegar um ônibus”, contou.

Como a família não poderia vender a casa, seguindo uma orientação deixada pelo pai, a mãe encontrou outra maneira de conseguir dinheiro. Ela entregou um anel para que Ivete e a irmã, Cynthia, penhorassem. Com o valor, compraram alimentos e começaram a preparar refeições para vender.

“Nós botamos em quentinhas que tínhamos em casa, de plástico, e ela falou: ‘vamos para a rua vender’, e nós saímos para vender”, relembrou.

Na época, Ivete tinha 17 anos e passou a ajudar nas entregas. Segundo a cantora, o trabalho chegou a envolver cerca de 100 a 150 refeições por dia, transportadas em um isopor enquanto ela percorria diferentes trajetos de ônibus.

“E foi assim, [a venda de quentinhas] nos construiu muito como indivíduos fortes diante das adversidades. E a gente foi para o mundo. Chegou um tempo em que eu entregava 100, 150 quentinhas, só que era de ônibus, no isopor nas costas”, contou.

A mãe preparava as refeições, enquanto Ivete e a irmã cuidavam das embalagens. As quentinhas eram separadas por pedaços de papelão dentro do isopor, e a cantora seguia um roteiro de ônibus para fazer as entregas. A última refeição precisava chegar ao cliente antes do meio-dia.

Apesar das dificuldades, Ivete contou que já sabia que queria seguir carreira artística. Para ela, o período de trabalho com as quentinhas acabou sendo também uma experiência importante para sua formação pessoal.

“Eu sentia que aquilo ali era um aprendizado de construção da pessoa que eu queria ser. Aguerrida, olhando sempre pra frente, percebendo sempre o lado bom das coisas”, afirmou.

Entenda a polêmica envolvendo Ivete Sangalo e o Grupo Clareou

 

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