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Caso Joba: denúncia revela que autor intelectual teria comprado passagem aérea para fugir de Alagoas no dia do crime

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Caso Joba: denúncia revela que autor intelectual teria comprado passagem aérea para fugir de Alagoas no dia do crime

Novos detalhes da denúncia que tornou réu Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado como mandante do assassinato do coordenador de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, o Joba, revelam que ele teria comprado uma passagem aérea para fugir de Alagoas no mesmo dia em que o crime foi cometido. As informações foram citadas pela Justiça de Alagoas ao analisar um habeas corpus apresentado pela defesa de Ruan e manter a prisão preventiva dele, nesta segunda-feira (5).

Consta na denúncia que Ruan, após contratar os executores do crime, teria comprado passagens aéreas para o dia 23 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o coordenador de base do CRB foi executado com um tiro na cabeça ao seguir para um ponto de ônibus, no bairro Santa Lúcia, parte alta de Maceió.

De acordo com as investigações, a viagem, cujo destino não foi informado, também teria sido planejada para funcionar como álibi para o réu. No entanto, após perceber a repercussão do caso nas redes sociais e nos veículos de comunicação, Ruan teria desistido da viagem e deixado seus dispositivos eletrônicos pessoais (um pen drive e um notebook), com um amigo.


RELACIONAMENTO AMOROSO E DÍVIDA COM A EX-ESPOSA DA VÍTIMA

A denúncia apresentada pela Ministério Público de Alagoas também destaca alguns laudos elaborados a partir de análise pericial dos dispositivos eletrônicos de Ruan. A perícia apontou que o réu armazena fotografias retiradas das redes sociais de Joba, além de documentos pessoais da vítima, como a certidão de casamento dela.

A perícia também teria encontrado cartas escritas por Ruan. Nelas, ele cita a ex-esposa de Joba, com quem teve um envolvimento amoroso. Em tom de despedida, o réu teria narrado como conheceu e passou a nutrir sentimentos pela colega de trabalho. 

Em um dos trechos, Ruan teria afirmado que “mataria e morreria por ela”. As cartas também fazem referência a mensagens enviadas a familiares e amigos do coordenador de base do CRB, nas quais o réu teria revelado o relacionamento que mantinha com a então esposa da vítima.

Os arquivos extraídos pela polícia também apontam que Ruan teria demonstrado ressentimento após descobrir que Joba estaria prestes a se reconciliar com a ex-esposa. Entre os registros analisados, há uma troca de mensagens com Letícia, na qual ela o cobraria por uma suposta dívida financeira.

Segundo a investigação, Ruan teria respondido: “dia 23 você terá seu pagamento” e que o valor “seria maior do que você me emprestou”. A data mencionada na mensagem coincide com o dia em que Joba foi assassinado, segundo a denúncia, por executores contratados por Ruan.

Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque. Foto: Reprodução

 


RELEMBRE O CASO

O assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, de 33 anos, coordenador das categorias de base do CRB, causou grande comoção em Alagoas e no meio esportivo. Ele foi executado com um tiro na cabeça em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, parte alta da capital alagoana. 

Joba seguia para um ponto de ônibus, de onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, onde cumpriria mais um dia de trabalho, quando foi surpreendido com um tiro na cabeça.

A prisão de um dos suspeitos do crime foi essencial para que a polícia chegasse à motivação e ao nome do suposto mandante. Symeone Batista do Santos, que apareceu em câmeras de segurança ajudando na fuga do atirador, trouxe detalhes de como a morte foi arquitetada.

Em depoimento, Symeone, que teve um papel de “intermediador no crime”, disse que o assassinato foi planejado por Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, que seria o suposto mandante, em dezembro de 2025. 

Já Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque se apresentou à polícia três dias após o crime. 

Ruan se apresentou à polícia. Foto: PC-AL

 

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