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Com chuvas intensas desde julho, procura por reparos em telhados dispara em Curitiba

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Com chuvas intensas desde julho, procura por reparos em telhados dispara em Curitiba

Com as chuvas intensas no Paraná desde julho deste ano, os transtornos vão se avolumando. E Curitiba não escapa. Além dos estragos nas ruas, as residências também sofrem com o excesso de chuva.

Tanto que a procura por reparos em telhados, telhas e calhas cresceu 197% em Curitiba no terceiro trimestre deste ano, quando comparada ao mesmo período de 2025, segundo levantamento do GetNinjas.

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Foi a maior alta anual entre as cinco capitais analisadas. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, os pedidos na capital paranaense avançaram 97%.

O aumento também aparece em outros trabalhos ligados à conservação da casa. Em Curitiba, a procura por serviços de calhas cresceu 70% em relação ao trimestre anterior. Os dados fazem parte do Índice GetNinjas de Serviços, que acompanha a demanda por serviços na plataforma.

A procura por este tipo de serviço é até comum antes da temporada das chuvas, no verão, mas os dados mostram uma antecipação por causa do efeito chuvas, provocado pelo fenômeno El Niño, que já começou em meados de julho e deve se intensificar até dezembro. Também chama a atenção a alta de quase 200%.

Fabio Alves Neres, que trabalha há 14 anos como calheiro e arrumando telhados, afirma que a procura por serviços de calha aumentou 50% desde que começaram as chuvas em Curitiba. “Não há obras novas, a agenda está quase toda com conserto de telhados e calhas”, diz ele.

Fabio lembra que a manutenção anual dos telhados e calhas é necessária para evitar que entre água em casa. “Se faz a manutenção, não tem surpresas”. Com a agenda cheia, ele não consegue mais marcar novos serviços. A chuva sem trégua também atrapalha os consertos. “Temos que esperar parar de chover para fazer reparos em telhados e não para nunca. Assim, o serviço vai se acumulando”.

Outras capitais


A procura por reparos em telhados e telhas cresceu nas cinco capitais analisadas pelo GetNinjas. No Rio de Janeiro, os pedidos avançaram 180% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Na comparação com o segundo trimestre de 2026, houve alta de 107% em Brasília, 56% em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, e 45% em São Paulo, além dos 97% registrados em Curitiba.

Em outros serviços de manutenção residencial, os pedidos por calhas aumentaram 126% em Belo Horizonte e 50% em São Paulo sobre o trimestre anterior. No Rio de Janeiro, a procura por desentupimento cresceu 44% no mesmo intervalo.

Chuvas interditam totalmente quatro rodovias do Paraná


O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) alertava que, até ontem, quatro rodovias estaduais seguiam totalmente interditadas em decorrência das chuvas. Havia ainda outros quatro trechos com o tráfego em sistema pare e siga.

Na cidade de Pitanga, na PR-460, km 8, houve um rompimento de aterro. O tráfego estava em sistema para e siga por tempo indeterminado.

A PR-092, na altura do km 79, entre Rio Branco do Sul e Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, estava completamente interditada devido a um deslizamento de terra ainda na quarta-feira. As equipes atuavam para retirada do material da pista com retroescavadeira e recuperação da rodovia. Não havia previsão de liberação do tráfego no local.

A PR-592, no km 15, em Nova Prata do Iguaçu, seguia completamente interditada devido ao rompimento de um bueiro em decorrência das chuvas. Não havia previsão para normalizar a situação.

A ponte sobre o Rio Andirá, na PR-554, que fica entre os municípios de São Jorge do Ivaí e Doutor Camargo, estava interditada. Por causa das chuvas dos últimos dias, o nível do rio ultrapassou a altura da ponte e a medida foi necessária para garantir a segurança dos motoristas.

Outra ponte interditada na região estava na PR-559, sobre o Rio Paranavaí, entre Paraíso do Norte e Mirador.

Havia mais três trechos em meia pista. Na PR-464, no km 17,8, entre a localidade de Paranareal e Inajá, equipes sinalizam o tráfego devido ao risco de aumento de uma erosão, com possibilidade de interdição completa da rodovia. O trecho é monitorado de forma contínua.

No km 14, entre Paranacity e Paranareal, a erosão atingiu o dispositivo de drenagem e as equipes trabalham para recompor o aterro no local. Além disso, na mesma rodovia, no km 2, havia pontos de alagamento e seguiam os trabalhos para esgotamento da água. Os trechos estão devidamente sinalizados.

A Motiva Paraná segue com a recuperação do pavimento em diversos trechos da concessão após as chuvas registradas no estado. As equipes foram distribuídas em pontos prioritários, como a BR-376 e BR-373 (Avenida Souza Naves).

A operação especial conta com 6 equipes, com um total de 78 colaboradores. Desde o início da semana, mais de 60 toneladas de massa asfáltica foram aplicadas.


El Niño ficará ativo até março de 2027

O fenômeno El Niño chegou à sua categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.

Há previsão de que o índice de temperatura chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que se configure como um dos El Niños mais fortes de todos os que já foram registrados desde 1950. Gradativamente ele perderá intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83%, segundo a NOAA, de que o El Niño siga sob intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.

Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.

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