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CoreWeave opera em prejuízo e revela desconfiança na IA; veja no Prompt CNN

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CoreWeave opera em prejuízo e revela desconfiança na IA; veja no Prompt CNN

A inteligência artificial continua atraindo bilhões de dólares em investimentos, mas sinais de alerta começaram a surgir no mercado de crédito. A CoreWeave, empresa que aluga capacidade computacional para outras companhias de IA, viu os juros de seus próprios títulos chegarem a 15% ao ano, enquanto suas ações despencaram 16% em um único dia.

A situação da CoreWeave ilustra um problema mais amplo no setor: juros e prejuízos altos, e sem gerar receita suficiente para cobrir suas obrigações.

Segundo o neurocientista e especialista em IA Álvaro Machado Dias, no quadro Prompt CNN, a expectativa era de que a empresa equilibrasse suas contas em alguns anos. Mas essa perspectiva agora começa a ser questionada pelo mercado.

Desconfiança cresce

No programa Fechamento de Mercado, do CNN Money, Machado explicou que o problema não é o mercado de IA como um todo, mas especificamente as empresas de infraestrutura, como os data centers. “Essas empresas dependem hoje em dia de poucos clientes”, afirmou.

O barateamento geral dos tokens — impulsionado em parte pela concorrência chinesa, com destaque para a DeepSeek — aumentou as dúvidas sobre a capacidade dessas companhias de honrar suas dívidas.

O especialista ressaltou que isso ocorre mesmo diante do crescimento contínuo no uso da IA e da existência de espaço para modelos de fronteira, como os da Anthropic e da OpenAI.

Outro fator de preocupação é o comportamento dos fundos de investimento, que passaram a vender dívidas dessas empresas abaixo do valor de face. “Eles estão aceitando um prejuízo para ter mais segurança”, explicou Álvaro Machado Dias.

Esse movimento é interpretado por ele como um mau sinal, capaz de desencadear um efeito manada e provocar uma queda generalizada nas ações do setor de inteligência artificial. A ideia de uma possível bolha, que circulou intensamente cerca de um ano atrás, volta a ganhar força.

Quem fica com o lucro da IA?

A dinâmica do setor revela uma estrutura assimétrica de riscos.

Empresas como a Anthropic adotam a estratégia de alugar a infraestrutura computacional em vez de comprá-la ou assumir a dívida diretamente. Dessa forma, o risco fica concentrado nos fundos que investem em companhias de data centers, como a CoreWeave.

“O risco está muito mais em quem está desse lado da estrutura de base da IA”, afirmou o especialista.

Na prática, quem vende chips e quem utiliza a capacidade computacional para desenvolver produtos tendem a se beneficiar mais, enquanto quem compra os chips e os aluga — ficando no meio dessa cadeia — fica exposto a um ciclo desfavorável.

Os chips envelhecem, perdem valor e precisam ser substituídos, exigindo novos ciclos de endividamento. “É como se a gente tivesse uma pirâmide e lá na base tem gente recebendo cada vez menos e em cima gente recebendo cada vez mais”, resumiu Álvaro Machado.

Entenda por que empresas querem enviar data centers para o espaço

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

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